15.7.14

Tchau, Copa


(foto do Mauro Pimentel)

Foi a melhor e a pior das copas. Teve churrasquinho com jogo na Mangueira, histórias mil de personagens bacanas, maré vermelha chilena, amarela colombiana, celeste uruguaia e furacão argentino; também teve repressão a protestos, violação de direitos fundamentais e agressão a amigos e colegas jornalistas.

Um desses meses em que a gente suspende a vida e guarda um bocado de histórias pra contar pros netos - afinal, não é todo mundo que pode dizer que viveu a Copa em casa. Apesar de que, se eu pudesse escolher, teria visto o gol que deu a vitória da Alemanha contra a Argentina lá na praia do Leme, com o fellows alemães, e não de dentro de um táxi decidindo se levava ou não o meu colega fotógrafo a delegacia para fazer Boletim de Ocorrência contra o PM que sentou o cassetete nele em uma manifestação.

Pediria também pro povo da seleção maneirar e perder por dois, três gols, não 7 a 1, que parece até conta de mentiroso, mas cest la vie. Nunca o luto de uma derrota foi tão engraçado. Eeeeeta, eta, eta, eta, Podolsky e viva a internet.

Fica um um misto de saudade com graças a Alah acabou. Nunca sabemos direito até que ponto a gente aguenta a macarena do jornalismo diário até práticá-lo no limite da exaustão, tanto física quanto mental. Em resumo, #tevemuitaCopa, senhores. Para o bem e para o mal. E agora muda o disco que as eleições tão quase aí. E #imaginanasOlimpíadas!

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