19.9.14

Minha vida sem carro

(post para o blog da semana da mobilidade na nova casa, o UOL ;))
Assim que consegui juntar minha primeira e magra poupança, há alguns anos, meu pai, caminhoneiro aposentado e morador da Serra Gaúcha, decretou: "Filha, hora de você comprar um carro." Moradora da zona sul do Rio de Janeiro, local privilegiado em relação ao resto da capital quanto ao transporte público --por aqui há metrô e linhas de ônibus para boa parte da cidade--, agradeci, mas disse que não achava necessário. Choque geracional à parte, ele deixou escapar um "jovens", comentou que em breve eu sentiria falta de sair por aí sob quatro rodas, e jogou nas mãos do tempo a minha mudança de ideia. Nessas manhãs pós coberturas mais puxadas --ontem aqui na sucursal passamos o dia em cima das tabelas da pesquisa da Pnad, divulgada nesta quinta pelo IBGE--, nada me parece melhor do que poder ir para o trabalho sentada e lendo, enquanto o motorista do ônibus se preocupa com o trânsito e os outros motoristas ao meu redor. À parte a ida para o UOL, que não costuma me tomar mais do que meia hora, me desloco pela cidade sem carro já há quatro anos, fazendo um mix a-pé-bicicleta-metrô-busão, que, acredito, contribui para a minha paz de espírito. Tarde da noite, resolvo a vida de táxi e assim vou me virando. Recém idoso, seu Paulo ligou há alguns meses para comentar, eufórico, sua nova descoberta: o ônibus. Com a carteirinha de gratuidade ele começou ir para o centro da minha cidade, Caxias do Sul, pela primeira vez na vida como passageiro, e ficou encantado. "Não preciso ficar rodando atrás de estacionamento, bater boca com flanelinha, pegar trânsito, nada!", contou, decidido a, de agora em diante, só ir até à região de transporte coletivo. De visita em casa, pedi o carro emprestado para encontrar alguns amigos, ele fez graça. "Posso te emprestar a minha carteirinha?"

18.9.14

Cresce o número de pessoas que se autodeclaram negras

É bacana ver que, apesar de tanto retrocesso, algumas coisas estão caminhando nesse nosso Brasilzão tão diverso. Caso dessa notícia bonita de reportiar de que a população auto-declarada preta (junto com os pardos, eles formam o conceito de negro usado pelo IBGE), aumentou o equivalente a duas cidades de Salvador nos últimos dez anos. E isso não é resultado da fertilidade, mas de como a ideia de ser negro no país tem mudado.
Nos conta a Jana, que demorou alguns Censos até responder preta ao recenseador: "Me tornei negra, foi um processo. Eu sempre usava variações do termo mulata. Hoje, pelo amor de Deus, não me chamem de mulata! Isso era fruto de o que eu aprendia como sendo o negro na escola e nas ruas. E o que eu aprendia é que ser negro era muito ruim."

A matéria toda aqui, lá na nova casa, o UOL. ;)

9.9.14

9/9

Limpei a casa toda, troquei os lençóis, a água das flores, e queimei um incenso para garantir. Me preparei bem bonita e me levei pra passear na praia. Que a gente possa sempre fazer aniversário se querendo bem e de bem com a vida. Que o ano venha bonito, cheio de desafios e boas matérias.

4.9.14

Chegou, chegou, chegou!