24.11.14

Vida longa ao 336

Essa semana completo um ano no querido 336, que faz às vezes de prédio, mas trata-se mesmo de uma cidade de interior encravada em plena zona sul do Rio de Janeiro. Já faz um tempo, a nossa espiã no IBGE, Carol Maia, me mandou os dados do Censo 2010 do prédio, que calha de ter mais de 700 apartamentos e obriga não um, mas dois recenseadores a passarem por lá a cada nova pesquisa.
Fosse uma cidade de fato, o 336 e os seus 1.226 moradores seriam o 9º menor município do país - maior que a paulista Borá e a mineira Serra da Saudade, que encabeçam a lista com seus nomes de poema. Grande o suficiente também para ter dez habitantes a mais que André da Rocha, menor cidade do Rio Grande do Sul, ao menos em 2010.
O simpático Favelão, nome conquistado na época em que era figurinha fácil nos boletins de ocorrência da região por ter até uma boca de fumo entre seus escuros corredores, consegue ainda ser mais diverso que muitos bairros do Rio. Tem, nos fofoca o IBGE, um morador índigena e dois chineses. E, como o Brasil e diferente da zona sul carioca, é boa parte negro e pardo.
Vida longa ao 336.

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