27.12.14

2014, gratidão; 2015, favor vir mais leve

Acabo de desligar o telefone com Bianchi Jr. 27 de dezembro, cada uma vai para um lado para as "entradas", como dizem os cariocas, o feliz ano novo foi antecipado. Declarações de amor, açúcar, afeto e um simples e único desejo singelo: que 2015 seja mais leve.

Gal canta "meu pobre coração não vale nada, pelas três da madrugaaaada" no som do PC. Suspiro. Esse ano prometia tanto... Acho que é chover no molhado comentar as bizarrices de 2014 em termos de acontecimentos nacionais e mundiais, mas como a vida quem vive é a gente, segunda, terça, ônibus, almoço, contas, sexta à noite, e por aí vai, sem folga, é olhando para esses a minha vidinha que faço essa retrospectiva.

2014, amigos, foi um ano longo, difícil. Sinto como se tivesse valido por três. Recheado de grandes momentos, aberto com um carnaval inesquecível, mas ranzinza, rabugento, com um bom par dessas horas em que a gente pensa em jogar a toalha e correr pro colo da mãe. Diria que envelheci com ele. Ou cresci, quem sabe?

O encerro cansada. Grata por todo o aprendizado - acho que é um bom exercício, reconhecer também na dor o aprendizado -, mas já sem muitas forças. Passarei uns dias no interior de Minas, cercada de amigos, pensando na vida e lendo, um detox do ano e também da vida na urbe, que seduz e consome na mesma proporção.

Que venha 2015, e que o ano novo seja repleto dessa sensação bacana de que ano que vem tudo pode e tudo vai dar certo. Já dizia o Drummond, como repito anualmente, gênio esse ser humano que industrializou a esperança e nos deu 12 meses pra encher o saco, jogar a toalha e começar outra vez.

Deixo vocês com Liniers, que resume bem o sentimento geral da nação que vive dentro de mim, e até ano que vem, pessoal!


26.12.14

Três da madrugada



(tem faltado música por aqui também)

Ano magro para o Palim

Olhando o índice aí ao lado fica claro que este foi o ano mais pobre em posts pro Palim desde que ele começou a respirar, lá em, caramba, 2007.
Foram 55 posts até agora, 56, com essa meia culpa. Longe dos cerca de 200 posts de 2008 e 2009 e menos até que 2012, até então o ano mais magro em publicações por aqui, apenas com 66 histórias.
Não farei promessas mil de escrever mais e sempre, sabemos que não vou cumpri-las. Mas prometo não esquecer o bloguinho, voltar aqui volta e meia para fazer uma respiração boca a boca, tirar a poeira.
Mesmo sem muito motivo de ser, esse espaço se tornou parte da família, e família a gente não abandona. Ano novo, vida nova, vai que em 2015, né?

10.12.14


Deixa eu registrar essa reflexão aqui para não perdê-la no corre-corre do cotidiano e da vida:
A gente tem que trabalhar pra ser quem a gente é e quem a gente sonha ser.
Saca?
Simples assim.
Passo a passo, dia a dia, mais a gente e mais o sonho (que sem sonho não se caminha).