11.3.15

Bia

Umas duas ou três pessoas no mundo me chamam de Bianca - que calha de ser o meu segundo nome, coisa do seu Paulo, fã de aliterações. Uma delas, seu Zé, porteiro lá do prédio. Na primeira vez que o ouvi gritando Biaaaanca enquanto eu corria para pegar o elevador, ignorei. Ao chegar ao oitavo andar e dar com a cara na porta - Naiara estava de visita e havia deixado a chave na portaria -, suspeitei que talvez fosse comigo. Com o tempo acostumei e perdemos a formalidade. De Bianca passei a ouvir a cada 'boa noite, seu Zé', um 'boa noite, Bia'. Outro dia resolvi perguntar. “Seu Zé, o senhor sabe que todo mundo me chama de Paula, né?”. Ele desculpou-se. “É que a minha filha se chama Bianca.” 

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