10.3.15

Marias

Antes tarde do que mais tarde, seguem dois trechinhos de entrevistas que fiz com duas destas tantas Marias que nos lembram a importância de seguir lutando rumo a um mundinho menos desigual neste dia 8.

A desembargadora Maria Berenice Dias, que comenta de tudo um pouco e lembra a dureza pré Maria da Penha:

"Sempre foi muito barato bater em mulher", diz, ao lembrar os tempos pré-Maria da Penha. "Esses casos ficavam diluídos no juizado especial ao lado de crimes de pequeno potencial ofensivo, briga com vizinho, roubo de bicicleta, virava cesta básica."

E a Maria Clara Araújo, que aos 18 já é uma das expoentes do transfeminismo e briga para poder ser apenas Maria.

"Ser mulher e mulher trans no brasil é viver de penalizações", diz Maria Clara, ao lembrar que o Brasil é o país que mais mata mulheres transexuais no mundo.

Aquele esquema, entrevistas completas, bonitas e com fotos aí nos links.


E que 2016 venha cm mais motivos a comemorar.

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