18.4.15

Depois do túnel

Daí a gente passa a faculdade toda querendo ser correspondente de guerra, tal e coisa, coisa e tal (culpem o Hemingway e o Kapuściński) e vai falar com um guria de 17 anos, que não está além oceano, só depois do túnel, que te diz, como se fosse a coisa mais normal do mundo, que o primo dela morreu baleado quando chegava em casa em outubro, que volta e meia ela não consegue chegar na escola porque tem tiroteio no caminho e que teve aquela vez, não muito tempo atrás, que entraram entrando na casa dela quando ela e a família dormiam com fuzis na mão, o que faz com que ela tenha medo meio que o tempo todo.

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