17.6.15

O Rio de Janeiro do seu Luiz

Outro dia fui fazer uma matéria, aquela da Girlene e das remoções, que comentei por aqui, e, ao me despedir, um dos entrevistados, o seu Luiz, me pediu para esperar. “Vou te dar um presente.”

Abriu a porta da oficina, correu ligar um botão e de repente não estávamos mais na favela Metrô Mangueira, mas na ponte Rio Niterói, no Joá, em Copacabana, acompanhando os bombeiros resgatarem de helicóptero os turistas desatentos na praia. O fotógrafo, encantado, só dizia. “Tu tem que voltar com vídeo, tem que voltar!”

Volta e meia ganho alguma coisa de entrevistados – camiseta, boné, comida -, mas está foi a primeira vez que alguém me deu uma história. Se eu pudesse, nem tinha escrito nada. Só deixava ele aí falando com graça e malemolência do Rio que construiu na garagem entre um ensaio de trompete e um radiador estragado. 

Acabou que voltei com a grande Taís Vilela, que costurou num vídeo de uma delicadeza ímpar todo o nosso deslumbramento.

Segue um trechinho da matéria:

(foto do Fernando Maia/UOL)

No Rio de Janeiro de Luiz Silveira, 47, nunca há engarrafamentos e todos os dias são dias de praia. Também é possível cruzar a avenida Brasil e a ponte Rio-Niterói em minutos e pegar, sem fila, o bondinho até o Pão de Açúcar.
Mecânico e soldador, ele se orgulha de ter reconstituído boa parte da capital fluminense entre as quatro paredes da garagem de sua oficina, na favela Metrô Mangueira, comunidade vizinha ao Estádio do Maracanã e que a Prefeitura do Rio de Janeiro tenta remover desde 2010. Pelas mãos de Luiz, antigos pedaços de motores e peças encontradas no lixo se transformam em pontes, prédios e cenários típicos cariocas.
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Não sei como faz para colocar o link do vídeo aqui, mas seguimos no esquema de sempre. A matéria e o vídeo – que valeu muito ver -, tão lá no site. Por Alah, ele toca Samba de Verão no trompete pra gente! 

Nessas horas a profissão se paga.

Valeu, seu Luiz. Melhor presente

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