21.7.15

Dois anos sem Amarildo

E lá se vão dois anos que o Amarildo desapareceu. Voltei à casa da Bete, viúva dele, ainda em junho, para ver como estava a família. O bacana de retornar a uma pauta é acompanhar também o crescimento das pessoas. A Bete que gritou pro mundo “Onde está o Amarildo?” em 2013 já era uma leoa, mas a que manteve essa busca acesa é hoje uma mulher diferente. Mais forte. E ainda sem resposta.

Dois anos após sumiço, família ainda sonha enterrar corpo de Amarildo

(foto: Zulmair Rocha/UOL)

Dois anos após a morte do marido, Elizabete Gomes da Silva, 50, e os filhos ainda se perguntam "onde está Amarildo". O ajudante de pedreiro Amarildo de Souzadesapareceu depois de ter sido levado algemado por PMs da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, no dia 14 de julho de 2013. Apesar dos policiais estarem presos, a localização do corpo permanece um mistério.
De lá para cá, a vida de Bete e dos seis filhos deu uma reviravolta. De dona de casa, ela passou a representante das vítimas da violência policial em favelas. No começo de julho, foi à Alemanha falar sobre o tema –antes, viajou a Brasília, Belo Horizonte e São Paulo para participar de encontros organizados por ONGs de direitos humanos. "Aprendi que você gritar pelos seus direitos não é crime.Quantos Amarildos não desapareceram? O medo faz você calar a boca."
A matéria completa, aquela história, aqui.

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