23.10.15

O Morar Carioca que nunca saiu do papel

Faz tempo que não rolava nenhuma propaganda descarada das minhas matérias por aqui. Verdade que como eu passei um bom mês de férias também faz tempo que não escrevia nada que merecesse ser compartilhado. Pra sanar a míngua de reportagens e posts, segue um texto que se não é sensacional lembra um pouco o caos com que convive a galera aqui no Rio.

Orçada em R$ 8,5 bi, urbanização de favelas no Rio só concluiu 3 projetos

(foto: Zulmair Rocha/UOL)


Lançado pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2010 e orçado em R$ 8,5 bilhões, o programa Morar Carioca transformou em política pública a ambiciosa promessa de urbanizar todas as 763 favelas da cidade, estabelecendo como prazo o ano de 2020. De lá para cá, no entanto, reclamam urbanistas e moradores, pouco foi feito. Dos 40 escritórios de arquitetura escolhidos por concurso para o tocar o projeto, apenas 11 foram contratados e três projetos concluídos e, segundo a Secretaria Municipal de Habitação, não há garantias de que os outros 29 escritórios serão chamados.
"Mudança não teve, só para pior", diz Carlos Hipólito, 43, morador da rua Esperança, na favela Vila União Curicica, localizada na zona oeste do Rio, a cerca de 40 quilômetros do centro da cidade. Ele e os vizinhos passaram parte da manhã do dia 14 de outubro ocupados em colocar fogo em meia dúzia de pneus a fim de fechar uma das ruas paralelas à comunidade em protesto pela falta de água no local, ainda sem saneamento, calçamento ou abastecimento de água formal.
A matéria continua acá.

9.10.15

O melhor meme de todos os tempos da última semana


Minha humilde contribuição, 
rabiscada entre uma pauta e outra (pra quem não entendeu nada, aqui ó).

6.10.15

Elza Soares e setembro

Pulamos setembro. Culpa/graças às férias. Foi um belo mês viajando a Colômbia sem celular e acessando a internet aqui e ali, bem pouquinho, mais para dizer a dona Marlei que a viagem ia bem e que eu seguia viva, respirando e me divertindo. Foi bom apenas ser, sem preocupações jornalísticas ou mesmo de relatar por aqui, como já fiz antes, os caminhos e descaminhos da viagem.

Para compensar a falta divido com vocês minha mais nova descoberta: o novo cd da grande Elza Soares. Me apaixonei pela Elza faz uns anos num show desses pra guardar no coração pro resto da vida no salão de atos da UFRGS.

Eu e a Débora caímos lá por acaso, sem saber muito da história ou da música da moça – já longe de ser moça há tempos, mas com uma vitalidade de fazer invejar qualquer guria de 20 anos. Estudantes interessadas na vida que éramos, topávamos qualquer parada a 1 quilo de alimentos que aparecesse. Saímos fãs para o resto da vida, depois de passar dez minutos em pé batendo palmas e gritando junto com o resto da plateia, também extasiada, pelo bis que nunca veio.

Vida longa a Elza, verdadeira mulher do fim do mundo, que já começa nos rasgando por dentro cantando à capela a primeira canção.