18.1.16

Ainda sobre o projeto meditar

Eis que chegamos ao dia 18 de janeiro, exatos 13 dias depois de por em prática o plano ‘meditação, agora vai’. Até agora completei oito das dez sessões do cursinho online em que me inscrevi. Ao invés de me autoflagelar e sofrer com não ter conseguido fechar o prazo – ok, no começo foi essa a minha reação --, resolvi olhar o copo meio cheio e ficar feliz de ter chegado até aqui.

Sigo achando que tem algo errado numa vida em que a gente não acha dez minutos por dia para sentar e respirar sem maiores obrigações do que isso, mas é bom ver que o caminho para mudar esse hábito começou. Acrescento aqui mais uma para a listinha de 2016: equilíbrio. Um dia a gente se cruza por aí.

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Ah, e também procurei umas meditações guiadas em português (fui indicar por meu roomate, Dani, e me liguei que o inglês dele não daria conta dos aúdios) e achei está bela página da Sociedade Budista do Brasil. Tem uns quantos aúdios guiados. Ouvi um comecinho e me lembrou a vibe do Headspace.  

14.1.16

Tinha um tucano na borda do bloco


Livremente inspirado nesses desenhos gracinha do O menino e o mundo, animação tupiniquim indicada ao Oscar, que estão correndo a internet.

7.1.16

Meditar, esse ano vai

Eis que chegamos a mais uma das resoluções a conta-gotas para este 2016 que se desenha e já bateu na casa do dia 7: meditar.

Essa resolução é antiga. Já tentei várias vezes, mas nunca consegui manter ou chegar a um método. Meus planos nem são ambiciosos. Se eu conseguir treinar meu cérebro para parar cinco minutos por dia que seja já fico feliz.

Outro dia cruzei com um texto citando um aplicativo/site commeditações guiadas e acho que pode ser um caminho. Imagino que de pra encontrar várias dessas no Youtube também.

Me inscrevi ontem para a parte de teste, que oferece dez meditações guiadas de dez minutos. Fiz duas e gostei. Ajuda ter o carinha te puxando de volta quando a cabeça começa a viajar.

A ver. 2016, que me aguarde. 

6.1.16

Como ler mais

ou resoluções de ano novo a conta-gotas

Tava de bobeira na internet e me deparei com um desses textos de como fazer não sei o que com um cara pregando, “como ler 20 livros em um ano” e pensei: “rá, moleza!”. Já leio muito mais do que isso! Quem precisa de dicas sobre ler? Só que… não.

Checando meus alfarrábios vi que a conta batia, com força, nos 15 (considerando um livro que passei dezembro lendo e terminei comecin de janeiro). A vida adulta, as redes sociais, os seriados, a pós, o excesso de tarefas e a falta de tempo livre com a cabeça descansada? É sempre fácil apontar culpados. A verdade é que negligenciei as minhas queridas letras, que foram, de fato, quem me trouxeram até aqui – no fundo, no fundo, só cai no jornalismo, assim como tanta gente por aí, porque gostava de ler, e sonhava em, um dia, quem sabe, escrever algo de meu.

Pitangas choradas, é tempo de ação. Acho que 2016 aqui no bloguinho será marcado pelas resoluções a conta gotas. O plano é, portanto, não ler 20, mas 24 livros! Ou não me chamo Joaquina Solange!

A conta é de dois por mês, número que eu matava fácil até pouco tempo atrás e que me pareceria risível quando tinha 14 anos e lia de um a dois livros por semana. Um beijo para você, adolescência (seguido penso, inclusive, que fiz uma cota de aprendizado para a vida de mais até os 20 anos, e que, desde então, venho só emburrecendo e gastando esses neurônios).

Para atingir essa meta, vale seguir algumas dicas do moço e minhas (eu sei, eu sei, não li nem 20 livros e tô querendo dar lição de moral, mas vamos ancorar essa sabedoria na Paula rata de biblioteca do passado):

- Sempre tenha um livro na bolsa/mochila

Essa, amigos, é a regra de ouro. Esquecemos como a vida é cheia desses pequenos momentos de ócio em que bem caberiam uns minutos de leitura. A fila do banco, o busão até o trabalho, a espera por aquele amigo atrasado na mesa do bar.

Claro, a tecnologia colocou um entrave nisso. A diversão automática do celular que, como bem definiu Carolina Oms, nos joga para um buraco negro a cada olhadela, parecem sempre mais interessantes. Mas borá tentar vencer isso! Ao invés de matar o tempo checando o e-mail, Whatsapp, Twitter, Facebook, [preencha aqui com a sua distração telefoniana favorita], abre o livro ai, vai!

Não sei vocês, mas sempre que preencho meus minutos com livros, desenhos, textos ou outras coisas não relacionadas à tecnologia, me sinto melhor e parece que dou uma esticada no tempo, além de sentir também a mente mais leve. Ao invés daquele panorama eterno de informação, tu acaba focando em um relato contínuo, sem hiperlinks, o que permite ao cérebro (eu acho e umas artigos que li por aí concordam), fixar melhor a informação.

Isso pode ser atingido também em um leitor digital, claro. A questão não é a luta contra o hiperlink e a tecnologia em si, que é algo genial por permitir ampliar o que a gente lê, mas de de fato estar focado na leitura, saca?

Mas, ok, me alonguei demais nessa “regra de ouro”. Mas é de ouro, viu. Livro na bolsa é meio caminho pra livro lido. Posto isso, sigamos para o segundo ponto.

- Leia mais de um livro ao mesmo tempo 

Alguns dirão que isso é uma heresia, onde já se viu, mas é fato. Quando a gente lê mais de um livro, lê mais. Como assim, Braziu, você deve estar se perguntado. Primeiro prega o foco e na sequência quer dividir a atenção pelo mundo?

A questão, vejam bem, não é bem essa. Ler mais de um livro ao mesmo tempo significa admitir que nem sempre estamos no mesmo ânimo. E não estando no mesmo ânimo o tempo todo naturalmente não vamos querer ler a mesma coisa. Tens dias para romances russos e dias para contos rasteiros, assim como tem horas que a gente prefere ver um filme iraniano e outras tá só pelo pipoca estadunidense. Uma coisa não exclui a outra.

Pensem na literatura como um cardápio variado, um parquinho, feito para a gente se deliciar, não sofrer. Tem horas que o coração pede um conto do Caio Fernando Abreu, um romance da Clarice Lispector, e tem horas em que a gente se engata em um Alta Fidelidade da vida ou está mesmo por ler mais teoria e se vê de cabeça no Raízes do Brasil.

Lendo só um livro por vez tu acaba lendo menos por ignorar a sazonalidade da vontade. Isso, claro, não impede ninguém de grudar em um livro e contar os minutos para sair do trabalho/aula e querer terminá-lo, outra das delícias da literatura. Joga na bolsa aquele que faz teu coraçãozinho pulsar mais ou for mais leve e vai ser feliz.

O que nos leva ao terceiro ponto deste já longuíssimo texto:

- Não gostou, deixa para lá 

A vida é muito curta para ler livros que não nos dão prazer. Tem um ditado francês que diz que ‘manteiga é prazer’. Pois bem, ler é prazer. Faça porque te faz bem, porque te amplia o horizonte, porque é gostoso e apenas por isso. Ninguém é obrigado a seguir acorrentado a um livro por escolha própria só porque deu o azar de folhear algumas páginas – e as vezes até curtir, lá no começo, vá lá. Não tá legal, salta fora. Sem culpa, sem drama. Qualquer coisa, pensa que a vida também tem essa coisa de fase. Hoje não bateu, vai que ano que vem rola?

- Frequente livrarias/bibliotecas

Da mesma forma que nem sempre queremos ler a mesma coisa nem sempre queremos ler o que temos em casa. Aquela passadinha no sebo da esquina ou na biblioteca mais próxima – fica registrado aqui todo o meu amor às bibliotecas -, pode salvar as semanas em que nada parece nos animar além da página 2. Além, é claro, da mágica que existe nestes lugares. Não acho que encontramos livros, mas que eles nos encontram. E é preciso estar distraído e perto deles para que isso aconteça. Para isso, nada melhor do que flanar por corredores cheinhos de histórias ainda não descobertas. Vale também xeretar bibliotecas amigas. ;) 

E, por fim, a dica que vale tanto para ler quanto para viver mais.

- Dê uma folga ao telefone/tablet/PC

Uma vez em casa, deixe os eletrônicos paradinhos em algum canto, não grudados para cima e para baixo com você. Smartphone não é coleira, o mundo não termina se a gente não acompanhar as atualizações das redes sociais nem para de rodar se tu não responder imediatamente aquela mensagem de whatsapp ou e-mail. (Podemos dizer que é a suja falando do mal lavado, mas estou tentando mudar. Palavra de Joaquina!) 

Menos tempo conectado é igual a menos ansiedade e mais tempo de boa. E tempo de boa é tempo bom para ler.

Ufa. É isso aí. Boa leitura, galera. Nos vemos na linha de chegada no ano que vem.

P.S. Mais dicas são sempre bem vindas! E desculpem o textão. Me animei.