20.7.16

No consultório, um velhinho gaiato me deseja “bom castigo”, frente ao atraso de uma hora e lá vai pancada que me aguardava. Na pauta, um homem mostra as mãos machucadas, com os nós sangrando. Diz que o dono do morro fez questão de lhe dar uma lição depois que o companheiro foi reclamar que eles haviam brigado. Na redação, ligo pra uma fonte, para confirmar uma entrevista. Ela diz que não pode falar, insisto. “Não posso falar agora, uma amiga acaba de falecer na minha frente.” É um mundo cão. Um cotidiano cão. E a gente já nem tem grito pra prender.

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