26.12.16

Para 2017

Conheci um dos meus melhores amigos na fila do RU, como ele bem me lembrou na dedicatória do seu primeiro livro (pausa pro jábá: Senho Gelado e outras histórias, do @igornatusch lançado agora em dezembro, disponível no site da Cultura e nas livrarias mais bacanas de Porto Alegre. Que orgulho desse guri, tche!). Nesses tempos de hiperconexão, provavelmente teria passado a meia hora que me separava da querida bandeja de feijão e arroz a R$ 1,30 surfando aleatoriamente pela internet e pelas redes sociais ao invés de decidir dar oi ao simpático moço de barba ruiva e camiseta de metaleiro que compartilhava comigo a fome e a espera nas inevitáveis filas que acompanhavam nossos almoços naqueles tempos de dureza estudantil. Daí que o meu desejo pra esse 2017  -- que encerro meu ano, graças a Alah, hoje, com o fim do plantão, alegria, alegria –, além de que sejam 365 dias mais leves, é que a gente consiga passar mais tempo juntos, rindo e conversando a distância de um abraço, do que na telinha do celular. E saiba ter a delicadeza de olhar mais o que há de bom no mundo e nos outros, que quantos Igors pra vida toda a gente não perde nessas correrias loucas que acompanham nossa rotina atualmente. 

Um comentário:

João Luiz Pereira Tavares disse...
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